O e-mail estava pronto. Carlos leu uma última vez: "Prezado Carlos, segue o relatório solicitado na reunião de ontem. Qualquer dúvida, estou à disposição."
Ele estava satisfeito. Limpo, objetivo, profissional.
Mas aí ele olhou pro final. Ficou com o cursor piscando, pensando. Será que colocava um emoji? Um joinha? Um sorriso?
Ele tinha visto colegas mais novos colocando emoji em e-mail interno. Até o pessoal do RH usava. Mas com o Carlos?
Ele virou a cadeira e chamou a Luísa, que estava no celular no sofá.
— Posso te perguntar uma coisa?
— Fala.
— Emoji em e-mail pro Carlos: sim ou não?
Ela ergueu uma sobrancelha.
— Pro seu chefe?
— É.
— Você já viu ele usar?
— Nunca.
— Então não usa.
— Mas e se parecer seco?
— Não vai parecer seco. Vai parecer profissional. Seco é diferente de formal.
Carlos pensou.
— E se fosse um e-mail pra um coleza? Ou pra alguém do mesmo nível?
— Aí depende. Se você já tem intimidade, um joinha ou um sorriso no final não faz mal. Mas mensagem formal é sobre clareza. Emoji não adiciona clareza.
— Então sem emoji.
— Sem emoji.
Ele enviou o e-mail sem nada. Carlos respondeu quinze minutos depois: "Recebido. Obrigado."
Carlos mostrou pra Luísa.
— Profissional — ela disse.
— Profissional.
— Emoji era pra terça-feira, não pra segunda de manhã.
Ele sorriu. Tinha entendido.
*Continua em: 418 — Luísa — Como usar emojis em mensagens informais?*