A arte saiu errada. Um post programado pro Dia do Cliente, com uma frase mal escrita: "Obrigado por escolher a gente." Erro de concordância. Mas pior: a imagem tinha uma paleta de cores que lembrava muito a de um estúdio concorrente.
Os comentários chegaram rápido. "Copiaram o layout da Marca X." "Sem criatividade, hein?" "Isso passou por revisão?"
Luísa abriu o Instagram do estúdio e leu cada comentário. Não eram haters anônimos. Eram seguidores reais, clientes, gente do mercado. A crítica tinha fundamento.
Ela chamou Camila.
— A gente precisa postar uma retratação.
— Agora?
— Agora. Quanto mais espera, mais vira fofoca.
— O que a gente fala?
— A verdade. Que não foi intencional, que a semelhança foi um erro de referência, e que a gente já corrigiu.
Camila hesitou.
— E se acharem que é desculpa esfarrapada?
— Alguns vão achar. Mas quem confia na gente vai ver que a gente assumiu.
Luísa escreveu:
"Gente, vimos os comentários sobre o post de hoje. A semelhança com a Marca X não foi intencional, mas foi um erro nosso de referência. Já removemos o post e vamos refazer a arte. Pedimos desculpas pelo deslize. Obrigada por nos avisar."
Ela leu em voz alta.
— Tá boa — Camila disse.
Publicaram.
Alguns seguidores criticaram. Mas quatro comentários depois, um veio: "É raro ver empresa assumindo erro assim. Respeito."
Luísa guardou o celular. Pedir desculpas publicamente não enfraquecia o estúdio. Mostrava que ele tinha donas.
*Continua em: 417 — Carlos — Como usar emojis em mensagens formais?*