Como preparar a casa para receber a família no fim de ano?

— Sua mãe confirmou que vem.

— Minha mãe, seu pai, sua irmã, o Beto, a cunhada, as crianças — Luísa listou. — Quinze pessoas.

— No nosso apartamento.

— Cabe?

— Cabe se a gente organizar.

Carlos olhou em volta. O apartamento era confortável para dois. Para quinze, era um quebra-cabeça.

— Por onde a gente começa? — ele perguntou.

— Por uma lista.

Luísa abriu o bloco de notas.

— Assentos, pratos, talheres, copos. O que a gente tem e o que precisa comprar.

— Precisa de mesa extra.

— A do escritório dá pra encaixar na sala.

— O Beto pode trazer as cadeiras de plástico.

— A Clarinha pode trazer a sobremesa.

— Minha mãe sempre traz a salada.

— Então a gente faz a carne e o arroz.

Eles passaram a tarde organizando. Não era uma lista de tarefas. Era um plano de guerra.

No dia 31, Carlos acordou cedo. Limpou a sala, arrastou os móveis, montou a mesa do escritório junto com a mesa de jantar. Toby ficou no canto, observando, desconfiado.

— Mesa posta — Luísa disse, colocando a toalha.

— Cadeiras?

— O Beto acabou de chegar com elas.

— Bebida?

— Na geladeira.

— Música?

— Caixinha de som carregada.

Às sete da noite, a campainha tocou. Era Dona Lúcia com a salada.

A casa encheu. Crianças corriam, adultos conversavam, Toby latia de alegria. A ceia foi servida na mesa comprida, cada um sentado onde dava.

— Tá lindo aqui — Dona Lúcia disse.

— A gente preparou — Carlos respondeu.

— Percebi.

No fim da noite, depois da virada, Carlos sentou no sofá e olhou em volta. Pratos sujos, taças pela metade, gente rindo na varanda.

— Deu trabalho — ele disse pra Luísa.

— Deu.

— Mas valeu.

— Valeu.

*Continua em: 300 — Usar redes sociais com a família*