Clarinha acordou no meio da noite. O berço estava vazio.
Ela sentou na cama, o coração disparado.
— Beto?
— Aqui.
A voz vinha da sala. Ela levantou.
Beto estava no sofá, o bebê no colo, os dois dormindo.
Ele tinha colocado o bebê de bruços no peito, uma manta por cima. Os dois respirando juntos. O coração do pai e do filho sincronizados.
Ela encostou no batente.
Lembrou de quando conheceu Beto. Ele era tão jovem. Tão inseguro. Falava que não sabia nada sobre bebês.
Agora ele estava ali. O filho dormindo em paz no colo dele.
Ela sentou do lado.
— Beto.
Ele abriu os olhos.
— Ele dormiu?
— Dormiu.
— Acalmei ele.
— Eu vi.
Ela olhou os dois.
— Você é um ótimo pai.
— Ainda tô aprendendo.
— Tá aprendendo bem.
Ele sorriu.
— Você acha?
— Tenho certeza.
Ela apoiou a cabeça no ombro dele.
— Sabe o que eu mais amo?
— O quê?
— Ver você com ele. O jeito que você segura. O jeito que você conversa. O jeito que você acalma.
— É?
— É. Me faz te amar mais.
Ele beijou a cabeça dela.
— Obrigado.
— Obrigada você.
Os dois ficaram ali. O bebê dormindo. A noite calma. A família junta.
*Continua em: livreto-241.md — Primeiro natal com o bebê*