Carlos começou a trabalhar de casa depois do período de experiência. Ele achou que era só ligar o notebook e pronto.
Na primeira semana, sentiu dor nas costas. O Wi-Fi caía na reunião mais importante. O gato andava no teclado. A geladeira chamava mais que o trabalho.
— Isso não é home office. Isso é bagunça — ele admitiu.
Pediu ajuda para o Emerson, o analista de TI.
— Emerson, preciso de ajuda para montar o home office.
— Primeira coisa: espaço dedicado. Não adianta trabalhar da cama ou do sofá.
Carlos separou um canto da sala. Colocou uma mesa, a cadeira que a empresa emprestou, e o monitor.
— Segunda coisa: internet. Sua conexão residencial não é feita para trabalho. Precisa de estabilidade, não de velocidade.
— O que eu faço?
— Cabo de rede. Wi-Fi é prático, mas cai. Se possível, usa cabo direto no roteador.
Carlos comprou um cabo de rede de dez metros.
— Terceira coisa: iluminação. Não trabalhar no escuro ou com luz nas costas. A luz tem que vir de frente ou lateral.
— Quarta: barulho. Fone com microfone bom é essencial.
— Quinta: rotina. Ter horário para começar e parar. Senão o trabalho invade a vida.
Carlos seguiu todas as recomendações.
No primeiro mês, a produtividade subiu. As dores nas costas sumiram. As reuniões não eram mais interrompidas por ruído.
— Home office não é só trabalho remoto. É um escritório montado dentro de casa. Se você trata como se fosse um escritório de verdade, funciona. Se trata como extensão do sofá, não funciona.
— A empresa precisa fornecer os equipamentos. Mas a organização do espaço é sua.
*Continua em: 993 — Como escolher headset para trabalho?*