Carlos sentiu uma pontada nas costas. Não era a primeira vez. Ele passava oito horas por dia sentado, e a cadeira do escritório era simples e desconfortável.
— Suas costas estão doendo de novo? — o André perguntou.
— Tô sentindo uma fisgada aqui na lombar.
— Você já pediu avaliação ergonômica? A empresa oferece.
— Não sabia.
Carlos foi até o setor de segurança do trabalho.
— Preciso de ajuda com a postura. Minhas costas estão doendo.
— Vamos fazer uma avaliação — a técnica respondeu.
Ela olhou a estação de trabalho. O monitor estava baixo. O braço da cadeira estava irregular. Carlos cruzava as pernas o tempo todo.
— Primeiro erro: monitor na altura dos olhos. Você está curvando o pescoço para baixo. Segundo erro: cadeira desregulada. Seu braço não forma 90 graus. Terceiro: você não levanta a cada hora.
— Isso afeta tanto assim?
— Postura inadequada causa lesão por esforço repetitivo, problema na coluna, dor de cabeça. Não é frescura.
A técnica ajustou o monitor, ensinou a altura correta da cadeira, e recomendou pausas ativas.
— A cada quarenta minutos, levante, ande um pouco, alongue os braços.
Carlos passou a seguir as recomendações.
Uma semana depois, a dor diminuiu.
Ele percebeu que perguntar sobre postura não era besteira. Era prevenção.
— Muita gente tem vergonha de pedir ajuste ergonômico. Acha que vai parecer frescura. Mas lesão por má postura tira você do trabalho por meses.
Ele passou a falar com os colegas:
— Pediu a avaliação? A empresa tem obrigação de oferecer condições seguras de trabalho. Isso inclui cadeira adequada, monitor na altura certa, e pausas.
— Nunca pensei nisso — o Rafael respondeu.
— Então pensa. Sua coluna agradece.
*Continua em: 990 — Como pedir para falar com supervisor?*