Carlos foi promovido a líder da equipe. O problema é que três pessoas da equipe eram amigos próximos: o Rafael, a Mariana e o André.
No primeiro dia como líder, o Rafael chegou e disse:
— Então, agora você é o chefe. Não vai querer que a gente te trate por senhor, né?
Todo mundo riu. Carlos riu junto. Mas ele sabia que precisava estabelecer limites.
Na primeira reunião, ele falou:
— Pessoal, a gente é amigo, mas agora eu tenho um papel diferente. Não quero que mude a amizade, mas quando a gente está aqui, eu sou o líder. Se eu precisar dar feedback, cobrar entrega ou tomar decisão, não é pessoal.
— Claro — a Mariana disse.
— Se eu fizer algo que parecer injusto, me chamem em particular. Mas em reunião, a hierarquia precisa ser respeitada. Senão a equipe toda perde a referência.
— Faz sentido — o André concordou.
No primeiro feedback que Carlos precisou dar para o Rafael, ele chamou em particular.
— Rafael, sua entrega atrasou. O que aconteceu?
— Tive um problema pessoal.
— Entendo. Mas preciso que você avise antes na próxima. Combinado?
— Combinado.
Carlos manteve a amizade e a hierarquia. Não foi fácil. Mas ele sabia que sem limites, a liderança virava bagunça.
*Continua em: 973 — Como lidar com panelinhas no trabalho?*