Carlos queria fazer uma certificação em gestão de projetos. O curso custava dois mil reais. Ele não tinha condições de pagar do bolso.
Ele marcou uma reunião com o Carlos, seu gestor.
— Carlos, quero te propor uma coisa.
— Pode falar.
— Eu quero fazer a certificação em gestão de projetos. O curso custa dois mil. Sei que a empresa não tem obrigação de pagar, mas queria apresentar os benefícios.
— Quais são?
— Primeiro, eu aplico os métodos aqui dentro, o que aumenta nossa eficiência. Segundo, a certificação tem validade internacional, o que agrega ao currículo da empresa também. Terceiro, eu me comprometo a ficar pelo menos um ano depois de concluir.
— Interessante. Você já pesquisou valores e escolas?
— Trouxe três opções. — Carlos colocou a planilha na tela. — Essa aqui é a mais barata, mil e duzentos. Essa é a que eu quero, dois mil, a mais reconhecida. E essa é a mais cara, três mil, mas inclui mentorias individuais.
O Carlos analisou.
— A de dois mil faz sentido.
— Posso preparar um mini-projeto mostrando como aplicar o conteúdo na nossa rotina.
— Faz isso. Se for bom, a gente aprova.
Carlos preparou a apresentação. O Carlos aprovou. Ele aprendeu que pedir investimento profissional não era sobre pedir — era sobre mostrar retorno. Empresa não paga curso porque o funcionário quer. Paga porque vale a pena para ela.
*Continua em: 966 — Como participar de uma reunião de trabalho?*