O grupo de estudo tinha o costume de se reunir por duas horas. Mas Carlos percebeu que a produtividade caía depois da primeira hora. As conversas se perderam, o foco diminuía, e no final ninguém lembrava do que foi decidido.
Na reunião seguinte, ele propôs:
— Pessoal, posso sugerir uma coisa?
— Fala — o Rafael respondeu.
— Duas horas é muito tempo. A gente rende bem na primeira hora e depois se perde. Que tal testar uma hora e meia?
— E se não der tempo? — a Mariana perguntou.
— A gente prioriza os tópicos mais importantes antes. O que não der tempo, fica para a próxima reunião.
— Faz sentido — o Luiz disse.
— Pode ser — a Mariana concordou.
Carlos organizou a pauta da reunião seguinte com apenas três tópicos principais. A reunião durou uma hora e vinte minutos. Todo mundo saiu com as tarefas claras.
— Foi melhor assim — o Rafael comentou.
— Reunião boa não é reunião longa. Reunião boa é reunião que acaba com decisão — Carlos respondeu.
Ele entendeu que pedir para reduzir o tempo não era preguiça. Era otimização. Respeitar o tempo do grupo era mais produtivo do que ocupar o tempo inteiro.
*Continua em: 965 — Como pedir ao gestor para pagar curso ou certificação?*