A equipe estava insegura. Um projeto novo, prazo apertado, cliente exigente. Carlos percebia o receio nos olhares.
— Vocês estão com medo? — ele perguntou numa reunião.
— Um pouco — o Rafael admitiu.
— Eu também. Mas isso não significa que a gente não vai conseguir.
Ele listou os motivos pra confiar: a equipe já tinha entregado projetos similares, tinha as habilidades técnicas, e ele estaria junto em cada etapa.
— Não vou prometer que vai ser fácil. Vou prometer que vou estar aqui com vocês. Se algo der errado, a responsabilidade é minha. Se der certo, o mérito é de todo mundo.
— E se o cliente mudar o escopo no meio? — a Mariana perguntou.
— Aí a gente negocia prazo. Eu sento com o cliente e explico. Não aceito escopo novo sem tempo novo.
— E se a gente errar? — o André perguntou.
— A gente erra, aprende e ajusta. Não vou crucificar ninguém por erro honesto. Mas vamos documentar pra não repetir.
Aos poucos, a tensão diminuiu. A equipe começou a trabalhar com mais confiança.
— Você mudou o clima — o Carlos observou.
— Eu só mostrei que confio neles.
— Inspirar confiança não é sobre discurso bonito. É sobre estar presente e ser coerente. Palavra dada, palavra cumprida. Hora que prometeu, hora que entrega.
Carlos entendeu. Confiança não se pedia. Se construía com ações, dia após dia.
*Continua em: 959 — Como lidar com equipe remota?*