Carlos percebeu que a equipe às vezes interpretava as instruções de forma diferente do que ele queria.
— Eu falei pra fazer até sexta — ele disse pro Rafael.
— Mas você disse que quinta era o ideal, não o prazo.
— Foi mal. Não fui claro.
Ele decidiu mudar. Começou a ser mais explícito.
Em vez de: "Precisamos disso pra semana que vem."
Passou a dizer: "Preciso disso na quinta, 17h. Se não der, me avisa até quarta."
Em vez de: "Faz o relatório padrão."
Passou a dizer: "Relatório padrão, com os indicadores de desempenho e a comparação com o mês passado."
— Nossa, ficou mais fácil — a Mariana comentou. — Antes eu sempre tinha que adivinhar o que você queria.
— Culpa minha. Era falta de clareza.
Carlos também aprendeu a confirmar o entendimento.
— Entendeu? — ele perguntava.
— Sim — respondiam.
— Então me explica de volta rapidinho.
No começo as pessoas estranhavam. Depois entenderam que não era desconfiança. Era pra garantir que todo mundo estava na mesma página.
— Comunicação clara é melhor do que comunicação bonita — ele disse pro Carlos. — Se a pessoa entendeu errado, a culpa pode ser de quem falou.
— Levou tempo pra aprender isso? — Carlos perguntou.
— Levou.
— Mas aprendeu.
*Continua em: 958 — Como inspirar confiança na equipe?*