A equipe bateu a meta do trimestre. Primeira vez em dois anos.
Carlos queria celebrar. Não sabia se era adequado.
— Carlos, a gente pode fazer alguma coisa pra marcar?
— Claro. Pede um café especial, compra um bolo, junta geral. Não precisa de grana. Precisa de gesto.
Carlos organizou. Pediu autorização pra soltar a equipe uma hora mais cedo na sexta. Comprou bolo, suco, café especial.
Na sexta, reuniu todo mundo.
— Pessoal, quero agradecer. Batemos a meta. Primeira vez em dois anos. Isso é mérito de cada um aqui.
— Foi trabalho em equipe — o André disse.
— Foi. Mas cada um fez a parte. Mariana, segurou o cliente. Rafael, resolveu o bug crítico. André, entregou a automação. Eu só organizei.
— Você liderou — a Mariana corrigiu.
— A gente liderou junto.
Cortaram o bolo. O clima era leve. O Rafael brincou:
— Se for assim toda vez que batermos meta, vou querer bater toda semana.
Todo mundo riu.
— Vamos bater de novo — Carlos respondeu. — Aí a gente repete.
No fim, o Carlos passou.
— Bonito, Carlos. Celebrar não é frescura. É combustível pra próxima.
Carlos entendeu que celebrar não era perder tempo. Era reconhecer o esforço e fortalecer o vínculo.
*Continua em: 954 — Como integrar novo membro na equipe?*