Carlos tomou uma decisão sozinho que afetou todo o cronograma da equipe. Achou que estava fazendo o certo. Não estava.
O erro atrasou a entrega em dois dias. A Mariana teve que refazer o trabalho dela.
Na reunião diária, Carlos falou:
— Preciso me desculpar. A decisão que tomei sobre o escopo foi errada. Não consultei vocês e isso gerou retrabalho.
— Acontece — a Mariana disse.
— Mas não precisava ter acontecido. Eu deveria ter ouvido antes de decidir. Peço desculpas.
Silêncio.
— De coração — ele completou. — Sei que palavras não resolvem o atraso, mas quero que saibam que reconheço o erro e vou mudar.
O André respondeu:
— A gente sabe que você se importa. Só não repete.
— Pode deixar. Da próxima vez, a decisão é em equipe.
Depois da reunião, o Rafael se aproximou.
— Você pediu desculpas na frente de todo mundo. Isso é raro.
— Era o mínimo.
— Não é. A maioria nunca admite. Continua assim.
Carlos entendeu que pedir desculpas não diminuía ele como líder. Pelo contrário. Mostrava que ele era humano e que valorizava a equipe mais do que o próprio orgulho.
*Continua em: 948 — Como definir metas com a equipe?*