Carlos e o Carlos discordaram sobre a metodologia do novo projeto.
— Acho que devemos seguir o modelo anterior — o Carlos disse. — Já testado, já aprovado.
— Mas o anterior deu retrabalho — Carlos respondeu. — A equipe perdeu dois dias com ajustes.
— Porque não seguiram direito.
— Ou porque o modelo não era claro.
Houve silêncio. Carlos percebeu que tinha passado do tom.
— Desculpa, Carlos. Não quis desrespeitar. Só quero evitar o mesmo problema.
— Eu entendo. Mas temos prazo curto. Modelo novo é risco.
— E se a gente fizer um híbrido? Usa a estrutura do anterior, mas com um checklist mais detalhado. Testa no primeiro ciclo e ajusta.
Carlos pensou.
— Pode funcionar. Mas você assume a responsabilidade pelo piloto.
— Assumo.
Na reunião com a equipe, Carlos explicou: modelo base com checklist novo. Se desse certo, virava padrão.
Rafael comentou:
— Vocês dois discordaram e chegaram num meio-termo. Isso é raro.
— A gente só conversou — Carlos respondeu.
— Não. Vocês dois cederam.
Carlos pensou. Talvez fosse verdade. Divergir não era briga. Era negociação.
*Continua em: 944 — Como pedir ajuda ao gestor sobre prioridades?*