Carlos não sabia até onde podia compartilhar da vida pessoal no trabalho. Ele queria falar sobre o filho que estava doente, mas tinha medo de parecer que estava usando isso como desculpa.
Ele observava os colegas. A Mariana contava sobre os filhos. O André comentava sobre a reforma em casa. Ninguém parecia se preocupar.
Um dia, o Carlos perguntou:
— Carlos, tudo bem? Você está mais quieto essa semana.
— É que meu filho está com febre há três dias. Tô meio preocupado.
— Poxa, se precisar sair mais cedo ou trabalhar de casa, é só falar.
— Obrigado, Carlos. Se precisar, aviso.
— E não precisa se preocupar em contar. A gente não é robô.
Carlos percebeu que falar da vida pessoal não era errado. O problema era o tom. Contar com naturalidade, sem vitimismo, criava conexão. Usar a vida pessoal como justificativa para não entregar gerava desconfiança.
Ele continuou compartilhando o que era relevante. Sem exageros, sem dramas. A equipe ficou mais próxima.
*Continua em: 936 — Como manter produtividade em home office?*