Carlos queria trabalhar dois dias em casa. A empresa tinha política de presencial quatro dias por semana. Não era oficial, mas era o esperado.
Ele chamou o Carlos para conversar.
— Carlos, posso propor um ajuste na minha rotina?
— Fala.
— Queria negociar dois dias de home office por semana. Sei que a equipe precisa de presença, mas minha entrega é individual. Consigo manter a produtividade e ainda ganho tempo de deslocamento.
O Carlos pensou.
— O que você propõe em troca?
— Manter a disponibilidade no horário comercial, responder mensagens em até quinze minutos, e estar presencial nos dias de reunião.
— E se a produtividade cair?
— A gente faz um teste de trinta dias. Se cair, volto ao presencial.
— Combinado. Segunda e sexta?
— Quarta e quinta, se possível. Segunda é dia de alinhamento da equipe.
— Faz sentido. Vamos testar.
Carlos saiu da sala com o acordo. Negociar não era exigir. Era propor valor em troca de flexibilidade.
*Continua em: 930 — Como denunciar assédio moral no trabalho?*