O grupo de WhatsApp do trabalho não parava. Eram mais de duzentas mensagens por hora. Meme, bom dia, figurinha, áudio de trinta segundos. Carlos não conseguia trabalhar.
Ele colocou o celular no silencioso. Mas a ansiedade de perder algo importante era maior.
— André, como você lida com o grupo do trabalho?
— Silencio e vejo só no fim do dia. Se for urgente, me ligam.
— E se perdem sua mensagem?
— Se for comigo, me marcam. Se não marcam, não é prioridade.
Carlos testou. Silenciou o grupo por oito horas. No fim do expediente, ele abriu e viu setecentas mensagens. Passou o olho rápido. Nada era dele.
No dia seguinte, ele fez um combinado com a equipe.
— Pessoal, se precisarem de mim com urgência, me marcam com @, ok? Não consigo acompanhar o grupo inteiro.
— Normal — a Mariana respondeu. — Ninguém acompanha.
Carlos aprendeu que grupo de trabalho não era sala de espera. Era ferramenta. E ferramenta não precisa ficar ligada o tempo todo.
*Continua em: 927 — Como usar emojis no chat do trabalho?*