Carlos tinha um gestor bom. O Carlos era justo, aberto a ideias, e nunca microgerenciava. Carlos queria reconhecer isso, mas não sabia como fazer sem parecer bajulador.
Ele perguntou para a Mariana.
— Mariana, como você elogia o chefe sem parecer puxa-saco?
— Fala sobre algo específico que ele fez. E fala na hora certa. Não no meio da reunião com geral.
Carlos esperou o momento certo.
Na sexta, o Carlos passou na mesa dele depois do expediente.
— E aí, Carlos, tudo certo?
— Tudo. Carlos, posso falar uma coisa?
— Pode.
— Na reunião de ontem, quando o diretor falou que o prazo era inviável, você defendeu a equipe. Falou que a gente ia entregar, mas com um ajuste realista. Isso foi importante. A gente sentiu que você confia na gente.
O Carlos ficou surpreso.
— Obrigado, Carlos. Não esperava ouvir isso.
— É verdade. Você é um bom gestor.
O Carlos deu um tapinha no ombro dele.
— Isso faz diferença. Obrigado.
Carlos entendeu que elogiar o gestor não era sobre agradar. Era sobre reconhecer uma atitude que fez diferença.
*Continua em: 923 — Como mostrar resultado para o gestor?*