Carlos estava no terceiro ano de empresa. O trabalho era o mesmo de sempre. A rotina tinha virado um loop que não mudava.
Ele chegava, ligava o computador, respondia e-mails, participava de reuniões, almoçava, voltava, respondia mais e-mails, e ia embora.
No ônibus de volta, ele pensou: "Não aguento mais fazer a mesma coisa."
No dia seguinte, ele resolveu conversar com o Carlos, um colega mais velho.
— Carlos, tô desanimado com o trabalho. Não é a empresa, é a rotina.
— Você já tentou mudar a forma como faz? Não o que você faz, mas como.
Carlos pensou.
— Como assim?
— Você pode automatizar uma tarefa que todo mundo faz manual. Pode aprender uma habilidade nova. Pode propor uma melhoria. O problema não é o trabalho. É a repetição sem propósito.
Carlos passou o fim de semana pensando nisso.
Na segunda, ele olhou a planilha que ele atualizava toda semana. Era um processo manual de copiar e colar de três fontes diferentes.
Ele aprendeu a usar PROCV e tabela dinâmica. Reduziu o trabalho de duas horas para quinze minutos.
— Carlos, como você fez isso? — a Mariana perguntou.
— Aprendi uma fórmula nova. Quer que eu te ensine?
— Quero.
Naquela semana, ele ensinou três colegas. O ânimo voltou. Não porque o trabalho mudou. Porque ele encontrou um propósito novo dentro do mesmo lugar.
*Continua em: 922 — Como elogiar o gestor?*