O orçamento de Carlos ficava no vermelho todo mês. O salário pagava as contas, mas não sobrava nada. Às vezes faltava.
— Preciso de renda extra.
Ele pensou em fazer bico. Mas não queria se matar de trabalhar nos fins de semana. Precisava de algo sustentável.
Começou listando habilidades.
— Sei mexer em Excel avançado, Power BI, SQL. Posso oferecer consultoria.
Ele criou um perfil em plataformas de freelancer. Cadastrou serviços: "Análise de dados para pequenas empresas — R$ 50/hora."
Primeiro mês, nenhum cliente. Segundo mês, um cliente. Um escritório de contabilidade precisava organizar planilhas.
Carlos fez o trabalho em casa, depois do expediente. Faturou R$ 300.
— Não é muito. Mas já ajuda.
Ele continuou. Aprendeu a fazer pequenos dashboards. Clientes novos apareceram.
Outra ideia foi dar aulas particulares. Colocou anúncio no grupo do bairro: "Aulas de Excel e informática básica — R$ 40/hora."
Conseguiu dois alunos.
— Renda extra não precisa ser um segundo emprego exaustivo. Pode ser um complemento com o que você já sabe.
Ele estabeleceu regras:
— Máximo 10 horas por semana.
— Nada de trabalho que exija sair de casa à noite.
— Priorizar o que ele já dominava.
Em três meses, a renda extra era de R$ 800 por mês. Suficiente para pagar o curso da filha e ainda sobrar.
— Freelancer não é bico. É outro negócio. Com planejamento, cabe na rotina.
*Continua em: 916 — Como denunciar condições insalubres no trabalho?*