Carlos recebeu uma mensagem no grupo da equipe. O Rafael mandou um GIF do Homer Simpson sumindo no arbusto.
Todo mundo riu. Carlos não sabia o que responder.
Ele tinha 35 anos. Nunca usou GIF no trabalho. Achava que era coisa de jovem.
— Se eu mandar, vou parecer forçado. Se não mando, pareço ranzinza.
Ele observou o grupo. Percebeu que os GIFs eram usados em momentos específicos: quando alguém resolvia um problema, quando um projeto era aprovado, quando o café acabava.
Eram uma forma de descontração, não de comunicação profissional.
— Não é pra falar de trabalho. É pra criar vínculo.
No dia seguinte, o grupo comemorou o fechamento de um projeto. O Rafael mandou um GIF do Chaves dançando.
Todo mundo respondeu com risadas e mais GIFs.
Carlos abriu o teclado de GIFs. Procurou "comemoração".
Encontrou um do Jim Carrey batendo palmas. Enviou.
— Haha, Carlos entrou no jogo! — o Rafael comentou.
— Aprendi com os melhores — ele respondeu.
Não era forçado. Era natural.
Ele entendeu as regras informais:
— GIF em grupo alegre: sim.
— GIF em conversa séria: não.
— GIF com chefe que não usa: evitar.
— GIF irônico com colega próximo: ok.
— Ferramenta de trabalho também serve pra criar laço. Desde que não atrapalhe a seriedade.
Carlos virou o cara dos GIFs da equipe. Sem exageros. Mas sempre na hora certa.
*Continua em: 915 — Como ter renda extra além do trabalho fixo?*