O e-mail chegou no fim da tarde. "Carlos, na minha sala agora."
Ele sabia o que era. O relatório que ele entregou tinha um erro de cálculo. Um erro feio.
Bateu na porta.
— Entra. Fecha a porta.
O supervisor, o Carlos, estava sério.
— Carlos, você sabe por que te chamei?
— Pelo relatório.
— Isso. Seu relatório saiu errado. O cálculo do imposto estava duplicado. A diretoria viu antes de eu revisar. Ficou feio pra mim, ficou feio pra você.
— Eu revisei, Carlos. Não vi o erro.
— Revisar por cima não é revisar. Você está com pressa nas entregas. Isso gera erro.
Carlos sentiu a vontade de se defender. Explicar que a demanda estava alta, que o prazo era curto. Mas ele respirou e ouviu.
— O que o senhor sugere?
— Sugiro que você refaça o relatório e inclua uma verificação dupla. Qualquer número que envolva imposto, confere duas vezes.
— Vou fazer.
— E na próxima, me manda antes de enviar pra diretoria. A gente revisa junto.
— Combinado.
Carlos saiu da sala. Não era um elogio, mas também não era um massacre. Era uma bronca profissional.
— Bronca não é ataque pessoal. É correção de rota.
Ele entendeu que receber feedback duro era parte do crescimento. Quem nunca errou, nunca aprendeu.
— O pior não é levar bronca. É não aprender com ela.
Ele refez o relatório. Na vez seguinte, conferiu duas vezes. E nunca mais repetiu o erro.
*Continua em: 914 — Como usar GIFs no chat do trabalho?*