Depois de dois anos de home office, Carlos encarou a volta ao presencial. Abriu o guarda-roupa e percebeu: não tinha roupa adequada.
Camisas sociais? Duas, amassadas. Calça social? Uma, que apertava.
— Preciso me vestir de novo.
A empresa tinha código informal. Nada de paletó. Mas bermuda e camiseta não eram aceitos.
Ele foi às compras com orçamento limitado.
Comprou três camisas de botão, cores neutras: azul clara, cinza, branca. Duas calças sociais, uma preta, uma azul marinho. Um cinto.
Gastou menos do que pensava. Descobriu que roupa de trabalho não precisa ser cara. Precisa ser adequada.
No primeiro dia com o novo visual, um colega comentou:
— Bonita camisa, Carlos. Nova?
— Comprei esses dias. Tava precisando atualizar.
— Acertou na escolha.
Ele sorriu. Descobriu que se vestir bem não era sobre vaidade. Era sobre respeito. Com a empresa, com os colegas, consigo mesmo.
Aos poucos, aprendeu algumas regras:
— Azul passa confiança, cinza é neutro, branco é clássico.
— Sapatos fechados, sempre. Tênis só se for discreto.
— Nada de estampas chamativas ou camisetas com frases.
— Roupa limpa e passada. Essa era a regra mais importante.
Carlos se sentia mais profissional. E isso mudava a postura.
— A roupa não faz o profissional. Mas ajuda.
*Continua em: 908 — Como denunciar irregularidade no trabalho abertamente?*