O projeto estava atrasado. O cliente tinha mudado os requisitos na última semana. A equipe estava visivelmente desanimada.
Carlos chegou na sala e viu o clima pesado. O André estava de fone, sem falar com ninguém. A Mariana tinha a cara enterrada no monitor.
— Pessoal, vamos parar cinco minutos.
Ninguém respondeu.
— Cinco minutos. Pausa. Vamos beber água.
Aos poucos, eles foram saindo das salas. Pararam no corredor, perto do bebedouro.
— Eu sei que esse projeto tá osso — Carlos começou. — Sei que mudar escopo no meio do caminho desgasta. Mas a gente já passou por coisa pior.
— Quando? — o André perguntou.
— Lembra da implementação do sistema novo? Disseram que era impossível fazer em dois meses. A gente fez.
O André ficou em silêncio.
— Não tô dizendo que vai ser fácil. Tô dizendo que a gente tem capacidade. Olha o que cada um já entregou.
Ele foi um por um.
— André, você desenrolou a integração que ninguém sabia fazer. Mariana, você conseguiu convencer o cliente a aceitar o prazo anterior. Rafael, resolveu o bug crítico sozinho.
A Mariana suspirou.
— É, a gente já fez coisa difícil.
— E vai fazer de novo. Mas não sozinho. Juntos.
Eles voltaram pras mesas. O clima ainda era pesado, mas a postura era outra.
*Continua em: 898 — Como reconhecer o esforço da equipe?*