Aos poucos, Carlos percebeu que as pessoas estavam procurando ele.
— Carlos, o que você acha disso?
— Carlos, pode dar uma olhada aqui?
— Carlos, a gente precisa de uma opinião.
No começo, ele estranhava. Se via como analista, não como referência. Mas o Carlos tinha deixado claro: "Se a equipe te procura, é porque confia em você. Agora precisa corresponder."
Ele começou a agir diferente.
Nas reuniões, falava com mais calma. Na hora de decidir, não empurrava pra depois. Quando não sabia, dizia: "Não sei agora, mas vou descobrir e volto com resposta."
A confiança veio aos poucos. Não de um dia pro outro.
Uma tarde, o Rafael apareceu na mesa dele.
— Carlos, preciso de uma decisão sobre o escopo do projeto. O cliente quer mudar tudo no meio do caminho.
— E o que você acha?
— Acho que não dá pra aceitar sem renegociar prazo.
— Então é isso. Fala pro cliente que a gente topa, mas com ajuste de cronograma. Se ele pressionar, me chama que eu participo da conversa.
Rafael concordou.
— Valeu. Ter alguém que decide ajuda.
Carlos percebeu que posicionamento não era sobre falar mais alto. Era sobre estar presente, responder quando chamado, e não fugir da decisão.
*Continua em: 897 — Como motivar a equipe em momentos difíceis?*