— Então, Carlos, me conta: quais seus planos daqui pra frente?
A pergunta veio no meio da reunião individual com Carlos. Carlos sentiu o suor na palma da mão. Não esperava.
— Planos? — repetiu, ganhando tempo.
— Isso. Curto, médio, longo prazo. Onde você quer chegar?
Carlos olhou pra janela. Tinha pensado nisso, claro. Mas pensar no chuveiro era diferente de falar em voz alta na frente do gerente.
— Quero crescer. Mas não sei exatamente pra onde.
Carlos não tirou os olhos dele.
— Tudo bem não saber tudo. Mas ter um norte ajuda.
Carlos respirou fundo.
— Posso pensar e te responder amanhã?
— Pode. Mas não foge da pergunta, hein.
Carlos riu sem graça.
Naquela noite, ele abriu o caderno e escreveu: "O que eu gosto de fazer? O que eu faço bem? Onde quero estar daqui a dois anos?" Passou uma hora escrevendo. Quando terminou, tinha três parágrafos. Nada grandioso. Mas era dele.
No dia seguinte, voltou na sala do Carlos com o caderno na mão.
— Pode falar.
Carlos leu as próprias palavras. No final, Carlos apoiou o corpo na cadeira.
— É um bom plano, Carlos. Vou te ajudar a chegar lá.
*Continua em: 885 — Como pedir ajuda para resolver problema no trabalho?*