Carlos estava desanimado. O lance de 20% não ganhou. E ele precisava do dinheiro para outra prioridade.
— Lu, quero sair do consórcio. Dá?
— Dá. Mas você não recebe tudo de volta.
— Como assim?
— Consórcio tem taxa de adesão e fundo de reserva. Esses valores não são devolvidos.
— Eu paguei seis meses de parcela. Quanto recebo?
— Você recebe o que pagou de parcela, menos a taxa de administração já consumida e o fundo de reserva.
— Como calculo?
— Pega o total pago e subtrai a taxa de administração proporcional aos meses, mais o fundo de reserva.
Carlos ligou para a administradora.
— Quero desistir do consórcio. Como faz?
— O senhor precisa solicitar por escrito. Enviamos o cálculo dos valores a receber.
— Quanto tempo demora?
— Até trinta dias úteis para o dinheiro cair na conta.
— E o valor?
O atendente calculou:
— Seis parcelas de R$ 700: R$ 4.200 pagos. Taxa de administração: R$ 600. Fundo de reserva: R$ 200. O senhor recebe R$ 3.400.
— Quase oitocentos reais perdidos.
— Infelizmente, sim. Consórcio não é poupança. Tem custo de desistência.
— E se eu quiser transferir a cota?
— Pode. Aí não perde o valor. Transfere para outra pessoa interessada.
— Como faz?
— O senhor indica um comprador. Ele assume as parcelas. A administradora cobra uma taxa de transferência.
— Quanto?
— R$ 200.
— Esse valor sai do comprador?
— Sim. O comprador paga a taxa.
— Vou pensar. Mas me envia o cálculo por e-mail.
— Envio agora.
Carlos recebeu o e-mail. Leu e guardou.
— Três mil e quatrocentos reais de volta. Perdi setecentos e cinquenta reais por desistir.
— É caro desistir. Consórcio é compromisso.
— Vou avaliar a transferência. Talvez compense mais que desistir.
*Continua em: 841 — Transferir cota do consórcio*