Carlos notou que o saldo da conta PJ não batia com os registros que ele fazia.
— Doutor, preciso de conciliação bancária. O senhor faz?
— Faço. É essencial para manter a contabilidade correta.
— Como funciona?
— Você me envia o extrato bancário do mês. Eu cruzo com as notas emitidas e os comprovantes de pagamento.
— E o que aparece?
— Toda movimentação: entrada, saída, taxa, estorno. Tudo que passou na conta.
— E se tiver diferença?
— Eu aponto. Pode ser lançamento que você esqueceu de registrar, taxa que o banco cobrou, ou erro na nota.
— E eu resolvo como?
— Se for esquecimento, você regulariza. Se for erro do banco, você contesta.
— Precisa de todo mês?
— Idealmente, sim. Conciliação mensal evita surpresa no fim do ano.
— E quanto custa?
— Já está incluído no pacote de contabilidade digital. Não cobro extra.
— Então pode começar com o mês passado.
— Manda o extrato que eu faço.
Carlos enviou o extrato por e-mail. Dois dias depois, o contador voltou com o relatório.
— Encontrei duas diferenças: uma taxa de R$ 12 que o banco cobrou e um pagamento de cliente que você não registrou.
— Como resolve a taxa?
— Contabiliza como despesa. Na declaração anual, isso reduz o imposto.
Carlos corrigiu o registro. A conciliação ficou fechada.
*Continua em: 828 — Como perguntar ao contador sobre margem de lucro ideal?*