Carlos abriu o aplicativo da corretora e viu uma lista enorme de investimentos: CDB, LCI, LCA, Tesouro Direto, fundos imobiliários, ações. Ficou perdido.
— Como eu escolho? — ele perguntou ao corretor.
— Primeiro: qual seu objetivo? Curto, médio ou longo prazo?
— Não sei. Quero guardar dinheiro.
— Guardar é diferente de investir. Guardar é pra emergência. Investir é pra crescer. Qual seu objetivo?
Carlos pensou.
— Quero comprar um apartamento em cinco anos.
— Cinco anos é médio prazo. Então não pode ser ações, porque ação oscila muito em cinco anos. Pode ser Tesouro IPCA+ com juros semestrais ou um CDB de banco médio.
— E se eu quisesse pra aposentadoria?
— Aí é longo prazo. Acima de dez anos. Aí ação e fundo imobiliário fazem sentido.
— Como eu sei se um investimento é adequado?
— Três perguntas: Qual o prazo? Qual o risco? Qual a liquidez? Se o investimento não responde a essas três do seu jeito, não é pra você.
Carlos anotou.
— Exemplo: Tesouro Selic é pra curto prazo e emergência. CDB com liquidez diária é pra reserva. Ação é pra longo prazo. Cada coisa no seu lugar.
— E o investimento que promete rentabilidade alta e liquidez imediata?
— Desconfie. Não existe almoço grátis. Rentabilidade alta sempre vem com risco alto ou prazo longo.
— Então o segredo é combinar os investimentos?
— Exato. Alocar cada centavo no lugar certo. Não existe investimento bom ou ruim. Existe investimento adequado ou inadequado pra você.
*Continua em: 782 — Como reclamar de prejuízo em investimento com corretor?*