Como criar uma reserva de emergência?

Carlos

O carro de Carlos quebrou na segunda-feira. O conserto custou dois mil reais. Ele tinha o dinheiro, mas ficou pensativo.

Na sessão com o conselheiro financeiro, ele trouxe o assunto.

— Tive um gasto imprevisto essa semana. Consegui pagar, mas me apertou.

— Você tem reserva de emergência? — o conselheiro perguntou.

— Não. Sempre investi tudo que sobrava.

— Esse é o erro mais comum. Quem investe sem reserva está desprotegido.

— Como eu crio?

— Primeiro: define o valor. O ideal é seis meses de gastos essenciais.

— Seis meses?

— Sim. Mora, comida, conta, transporte. Nada de lazer.

Carlos calculou. Seis meses de gastos essenciais davam dezoito mil reais.

— É muito dinheiro.

— É proteção. Se você perder o emprego, você tem seis meses pra se reorganizar sem desespero.

— Onde deixo essa reserva?

— Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária. Tem que ser de resgate imediato.

— Não pode ficar em ação?

— Não. Ação pode cair no dia que você mais precisa do dinheiro. Reserva é segurança, não rendimento.

— E quanto eu invisto por mês?

— Define um valor fixo todo mês até completar os dezoito mil. Depois para e começa a investir o resto.

— Vou começar hoje.

— Ótimo. Depois da reserva, a gente fala dos próximos passos.

Carlos abriu o aplicativo e criou uma meta de reserva. Programou depósito automático de quinhentos reais por mês no Tesouro Selic.

— Em três anos a reserva tá completa — ele calculou.

*Continua em: 781 — Como saber se o investimento é adequado para você?*