Carlos sentou de novo na sala do assessor. Dessa vez, ele veio preparado.
— Quero uma recomendação de investimento — ele disse.
— Ótimo. Qual seu objetivo?
— Não sei. Foi por isso que eu vim.
O assessor sorriu.
— Objetivo é a primeira coisa. Se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.
— Como eu descubro?
— Vamos pensar em três cenários. Curto prazo: um ano. Médio prazo: três a cinco anos. Longo prazo: mais de dez.
Carlos pensou.
— Curto prazo: eu quero uma reserva. Médio prazo: quero trocar de carro. Longo prazo: quero um apartamento.
— Ótimo. Para cada um, um investimento diferente.
— Me recomenda os três.
— Pra reserva: Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária. Baixo risco, resgate imediato.
— Pra trocar de carro em três anos?
— Um CDB com prazo de três anos ou LCI. Retorno melhor que a poupança.
— E pro apartamento em dez anos?
— Ações ou fundos imobiliários. Mas precisa estudar ou contratar uma gestão profissional.
Carlos anotou cada recomendação.
— E se eu quiser começar com pouco?
— Começa com o Tesouro Selic. Mil reais já bastam.
— Então vou começar por aí.
— Boa escolha. Quando se sentir seguro, a gente avança.
*Continua em: 769 — Como transferir investimento de corretora para outra?*