Carlos estava voltando do trabalho quando o carro começou a fazer um barulho estranho. Ele parou num posto mecânico. O mecânico disse que era a correia dentada e o conserto custava 1.500.
Carlos olhou a carteira: tinha 200 reais. O cartão estava no limite. Pix? A conta tinha 80.
— O senhor aceita cartão? — perguntou.
— Só débito. Crédito não.
Carlos suou frio.
— E se eu deixar o carro aqui e voltar amanhã com o dinheiro?
— Pode deixar. Mas vou cobrar diária.
— Quanto?
— 50 por dia.
Carlos ligou para Luísa.
— Lu, o carro quebrou. Preciso de 1.500 para consertar e o mecânico não aceita crédito.
— Tô te mandando um Pix. É o dinheiro da reserva de emergência.
— Você tem?
— Tenho. Por isso chama reserva de emergência.
O Pix caiu em segundos. Carlos pagou o mecânico.
— Pode fazer o serviço.
— Fica pronto amanhã às 17h.
— Obrigado.
— Emergência sem dinheiro é desesperador. Mas reserva de emergência evita que um problema vire uma crise.
— Tô te devendo.
— Não deve. É para isso que a reserva existe. A gente constrói justamente para os imprevistos.
*Continua em: 756 — Como conversar com os pais sobre dinheiro?*