Carlos foi à padaria comprar pão e leite. Na hora de pagar, percebeu que tinha esquecido a carteira em casa. O cartão estava no bolso, mas a máquina estava offline. Só aceitava dinheiro.
Ele respirou fundo e olhou para o dono do balcão, seu Jorge.
— Seu Jorge, deu um problema. Esqueci a carteira e a máquina está offline. O senhor confia em me emprestar? Trago o dinheiro amanhã cedo.
Seu Jorge olhou para ele.
— Você é cliente aqui há quanto tempo?
— Dois anos. Venho todo dia.
— Pois então. Leva o pão e o leite. Amanhã você paga.
— Muito obrigado. Juro que trago religiosamente.
— Não precisa jurar. Cliente antigo tem crédito.
Carlos levou o pão e o leite. No dia seguinte, chegou cedo e pagou.
— Seu Jorge, aqui está.
— Sabia que você ia trazer.
— E se fosse uma quantia maior, tipo 50 reais?
— Aí eu empresto também, mas pergunto o motivo. Se for necessidade, ok. Se for supérfluo, não.
— Então o segredo é ser cliente frequente e construir confiança.
— Exato. Padaria não é banco, mas entre cliente freguês e dono, a confiança vale mais que contrato. É relação de anos.
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