Carlos ouviu um amigo dizer que criptomoeda era o futuro. Resolveu investir uma parte da reserva. Mas não sabia nem por onde começar.
— Lu, você entende de cripto?
— O básico. Primeiro: esquece corretora estrangeira se você é iniciante. Usa uma brasileira com registro no BC.
— Quais?
— Mercado Bitcoin, Binance (versão Brasil), NovaDAX. Cria conta, passa no KYC — aquele cadastro com foto e documento — e deposita em reais.
Carlos baixou o app da Mercado Bitcoin.
— Pediu nome, CPF, foto do documento, selfie segurando o documento.
— Normal. É para evitar lavagem de dinheiro.
Ele fez o upload.
— Aprovou em cinco minutos.
— Agora deposita via Pix. Valor baixo, pra testar.
Carlos depositou 200 reais.
— Apareceu na carteira. E agora?
— Escolhe a cripto. Bitcoin é a mais segura. Ethereum tem mais risco e retorno. Stablecoin como USDC é lastreada em dólar, quase sem variação.
— Quero Bitcoin.
— Compra pelo valor de mercado. Não usa ordem limitada se não entende. Só clica em "Comprar" pelo preço atual.
Carlos comprou 0,002 Bitcoin.
— Pronto. Agora deixa na corretora ou transfere pra uma carteira pessoal?
— Pra começar, deixa na corretora. Mas quando juntar mais de mil reais, tira da corretora e coloca numa cold wallet.
— O que é cold wallet?
— Uma carteira física, offline. Parece um pendrive. Só conecta quando for movimentar.
— Parece complicado.
— É segurança. Na corretora, seu dinheiro está na mão de terceiros. Na cold wallet, só você controla.
*Continua em: 745 — Como proteger carteira de criptomoedas?*