Carlos agora era líder de uma pequena equipe de TI. Tinha um desenvolvedor, o Rafael, que não entregava no prazo. O código chegava cheio de bugs, as daily meetings viravam discussão. Carlos sabia que precisava demitir, mas nunca tinha feito isso.
— Lu, preciso demitir o Rafael. Mas não sei como.
— Primeiro: documenta tudo. Tudo mesmo. E-mails, reclamações, prazos perdidos.
— Tenho tudo registrado.
— Então marca uma reunião com ele e com o RH. Na reunião, fala de forma direta. Não é sobre a pessoa, é sobre a entrega.
Carlos chamou a reunião.
— Rafael, estamos aqui porque sua performance não está alinhada com o que a equipe precisa. Você perdeu prazos, entregou código com retrabalho e o feedback não foi absorvido.
— Eu tô me esforçando.
— Sei que sim. Mas esforço sem resultado não é suficiente para o cargo. Estamos encerrando seu contrato hoje.
Rafael ficou em silêncio.
— O RH vai explicar seus direitos. Você receberá o acerto completo.
Carlos respirou fundo depois que Rafael saiu.
— Foi tenso. Mas era necessário. Segurar um profissional que não entrega prejudica todo o time.
— Demitir não é cruel. É gestão. Cruel é deixar uma pessoa num cargo que não funciona para ela.
*Continua em: 742 — Como negociar valor com profissional de TI?*