Carlos tinha confirmado presença no aniversário de um amigo. Mas no dia, acordou exausto, sem energia para socializar. Ficou dividido entre ir por obrigação ou cancelar.
— Lu, marquei com o pessoal, mas hoje não tô com cabeça. Vou parecer mal se cancelar em cima da hora?
— Depende de como você cancela. Se sumir e não falar nada, é falta de respeito. Se avisar com honestidade, as pessoas entendem.
— O que eu falo?
— Seja sincero: "Amigo, não vou conseguir ir hoje. Não estou bem e prefiro não ir e estragar o clima. Desculpe mesmo em cima da hora."
— Direto assim?
— Sim. O pior é ir mal-humorado e estragar a festa dos outros.
Carlos ligou para o amigo.
— Pedro, cara, desculpa mesmo. Não vou conseguir ir hoje. Tô sem energia, tive uma semana pesada. Não quero chegar lá e ficar com cara de cu.
— Relaxa, cara. Acontece. Fica bem, a gente se vê outro dia.
— Valeu pela compreensão.
— Sem problemas. Saúde é primeiro.
Carlos desligou aliviado.
— Ele foi super de boa, Lu.
— Porque você foi honesto. Cancelar em cima da hora é aceitável quando é exceção e você comunica com respeito.
— E se virar hábito?
— Aí vira falta de consideração. Uma vez ou outra, todo mundo entende. Constante, é desrespeito.
— Então a chave é a raridade.
— Exato. E nunca minta. "Tô doente" é desculpa clássica. Se for verdade, fala. Se não for, melhor a verdade.
*Continua em: 733 — Como ser pontual em compromissos sociais?*