Carlos estava no Instagram quando viu que sua namorada, Júlia, tinha curtido uma foto do ex-namorado. Uma foto antiga, dos dois juntos. Ele sentiu um incômodo imediato.
— Lu, a Júlia curtiu foto do ex. Me deu uma sensação estranha.
— O que você sentiu?
— Ciúme, insegurança. Parece que ela ainda olha para trás.
— Você já conversou com ela?
— Não. Não quero parecer controlador.
— Não é controlador sentir ciúme. É humano. Controlador é proibir. A diferença é como você comunica.
Carlos pensou e resolveu falar com Júlia.
— Júlia, vi que você curtiu uma foto do seu ex. Não quero soar paranóico, mas me pegou desprevenido.
— Foi sem maldade. A foto apareceu no feed, lembrei do momento, curti.
— Entendo. Mas me fez pensar: onde está o limite?
— Para mim, curtir é irrelevante. Não significa que sinto falta.
— Para mim, significa alguma coisa. Talvez a gente precise alinhar o que cada um considera ok nas redes.
— Pode ser. Para mim, curtir é impessoal. Mas se te incomoda, posso evitar.
— Não quero que você evite por obrigação. Quero que a gente entenda onde um termina e o outro começa.
Depois, Carlos refletiu com Luísa.
— Ela foi compreensiva. Mas ainda sinto que o assunto não está fechado.
— Curtida em foto de ex mexe com insegurança. O importante é que vocês conversaram. Relacionamento maduro não é ausência de ciúme, é capacidade de dialogar sobre ele.
*Continua em: 728 — Como escrever um e-mail profissional?*