Carlos estava montando seu próprio negócio e precisava de uma consultoria em gestão financeira. Lembrou de Patrícia, uma ex-colega de trabalho que era fera no assunto. Mas fazia dois anos que não falavam.
— Lu, quero pedir ajuda da Patrícia. Mas ela é ex-colega. Não sei como abordar.
— Ex-colega não é estranha. Vocês trabalharam juntos. A chave é ser respeitoso e direto.
— Não quero parecer interesseiro.
— Interesseiro é quem só aparece quando precisa. Você pode ser profissional: reconhece o tempo dela, explica o contexto e pergunta se ela pode ajudar.
Carlos enviou uma mensagem para Patrícia.
"Oi, Patrícia! Tudo bem? Sei que faz tempo que não nos falamos, mas sempre lembro da sua competência com finanças. Estou montando uma consultoria e estou com dificuldade em estruturar o fluxo de caixa. Você teria disponibilidade para uma conversa rápida? Claro, se for confortável para você. Pagaria pelo seu tempo, combinado?"
Patrícia respondeu no mesmo dia.
"Claro, Carlos! Que bom saber de você. Posso sim ajudar. Me manda os detalhes e a gente agenda."
Carlos contou para Luísa.
— Ela topou. Fui direto, expliquei, ofereci pagar.
— Ex-colega bem abordado é rede de contato, não oportunismo. O segredo é não pedir favor de graça sem oferecer valor em troca.
— Ela merece ser valorizada.
— Exato. Pedir ajuda profissional é sobre troca, não sobre caridade.
*Continua em: 726 — Como manter relacionamento longe das redes sociais?*