Carlos estava no escritório quando percebeu que nunca tinha elogiado o trabalho da estagiária, Jéssica. Ela era dedicada, mas quieta. Carlos queria reconhecer o esforço dela sem parecer paternalista.
— Lu, quero elogiar a Jéssica, mas sem parecer que tô dando condescendência.
— Elogio profissional é sobre mérito. Olha o que ela fez de concreto e fala exatamente aquilo.
— Tipo?
— "Seu relatório foi preciso." "Sua organização salvou a reunião." Específico, não genérico.
No dia seguinte, Carlos chamou Jéssica para um café.
— Jéssica, queria dizer que notei seu trabalho no relatório de vendas. Você organizou os dados de um jeito que facilitou a leitura de todo mundo.
— Obrigada, Carlos. Fico feliz que percebeu.
— É genuíno. Você está entregando bem acima do esperado para uma estagiária.
Jéssica sorriu, visivelmente motivada.
Depois, Carlos contou para Luísa.
— Ela ficou feliz. Parece que ganhou energia.
— Elogio profissional bem feito tem esse poder. A pessoa se sente vista.
— Por que a gente não elogia mais?
— Porque acha que elogio é para momentos especiais. Mas reconhecimento deve ser frequente. Não custa nada e melhora o ambiente.
Carlos entendeu: elogiar profissionalmente é uma ferramenta de liderança e conexão, não de bajulação.
*Continua em: 722 — Como lidar com amigo que faz escolhas erradas?*