Carlos e André decidiram abrir um negócio juntos. Amigos de infância, sócios agora. No começo, tudo era festa. Depois vieram as primeiras discordâncias.
André queria contratar mais gente. Carlos queria cortar custos.
André queria atender todo cliente que aparecesse. Carlos queria selecionar.
A relação pessoal começou a atrapalhar a profissional.
— Lu, a gente tá brigando como sócios e isso tá afetando a amizade.
— Separa as coisas. Conflito profissional não é pessoal.
— Mas o André leva para o pessoal.
— Então vocês precisam de um acordo: regras claras de convivência profissional.
Carlos chamou André para uma conversa séria.
— André, nossa amizade é importante. Mas a sociedade precisa de limites.
— O que você quer dizer?
— Quando discordamos profissionalmente, você trata como desavença pessoal. Não é. É opinião diferente sobre negócio.
— É difícil separar.
— Sei. Mas precisamos tentar. Sugiro: reunião de sócios uma vez por semana. Lá, cada um expõe sua opinião sem levar para o lado pessoal. Decisão tomada, todos apoiam.
— Gosto da ideia.
— E se a discussão esquentar, cada um dá um tempo. Volta a conversar no dia seguinte.
— Combinado.
— O importante: amizade não pode virar refém do negócio. Se a sociedade não der certo, a amizade tem que sobreviver.
André apertou a mão de Carlos.
— Fechado. Amigos primeiro.
Carlos respirou aliviado. Conflito profissional com amigo não é sobre estar certo. É sobre respeitar os papéis: sócio no escritório, amigo fora dele.
*Continua em: 721 — Pedir demissão por colega tóxico*