Carlos trabalhava com Marina há três meses. Ela era eficiente, organizada e sempre resolvia problemas antes que virassem crise. Carlos queria reconhecer o trabalho dela, mas não sabia como fazer sem parecer puxa-saquismo.
— Lu, quero elogiar a Marina, mas não quero parecer que estou puxando o saco.
— Elogio profissional é diferente de bajulação. Bajulação é genérica: "Você é a melhor". Elogio profissional é específico: "Seu relatório foi claro e resolveu o problema X".
— Específico, então.
— E em público ou privado? Depende.
— Privado primeiro. Não quero constranger.
No dia seguinte, Carlos chamou Marina.
— Marina, posso falar um minuto?
— Claro.
— Queria dizer que seu trabalho no projeto do relatório mensal foi excelente. A forma como você organizou os dados economizou horas de revisão.
— Obrigada, Carlos. É bom saber que o trabalho é reconhecido.
— É genuíno. Você é muito competente.
Marina sorriu.
— Isso faz diferença. Muita gente só fala quando tem problema.
— Pois é. Resolvi falar quando está bom também.
Depois, Carlos contou para Luísa.
— Ela gostou. Disse que faz diferença.
— Elogio profissional sincero e específico motiva mais que aumento.
— E não custa nada.
— O problema é que as pessoas guardam elogio como se fosse recurso escasso. Não é. Pode elogiar sempre que for verdade.
— Profissionalmente, elogio bem feito fortalece relação e melhora o ambiente. Sem exagero, sem falsidade.
*Continua em: 719 — Como lidar com amigo que faz escolhas erradas?*