Carlos foi à praia com Luísa. Ele sabia nadar, mas não era forte. A maré estava puxando. Em certo momento, ele sentiu que não conseguia voltar.
O pânico começou a subir.
— Luísa!
Ela ouviu. Gritou:
— Carlos, acena para o salva-vidas!
Carlos levantou o braço e acenou.
O salva-vidas na torre viu. Apitou. Outro salva-vidas entrou na água com uma prancha.
— Não luta contra a corrente! — gritou. — Deixa ela te levar e nada em diagonal!
Carlos tentou seguir a instrução. O salva-vidas chegou perto e estendeu a prancha.
— Segura aqui.
Carlos segurou.
— Relaxa. Já te levo.
O salva-vidas conduziu Carlos até um ponto onde ele tocava o chão.
— Tá bem? — perguntou.
— Tô. Obrigado.
— Da próxima, não entra no mar onde não tem salva-vidas. E se sentir corrente, não nada contra. Nada em diagonal até sair dela.
Carlos sentou na areia, ofegante.
— Acertei em pedir ajuda — disse.
— Claro. Salva-vidas está ali para isso.
— Mas muita gente tem vergonha de pedir. Fica se debatendo até se afogar.
— Orgulho não salva ninguém.
Carlos aprendeu: pedir ajuda ao salva-vidas é simples. Levanta o braço, acena, espera. Eles são treinados para isso. Não é humilhação. É prevenção.
*Continua em: 712 — Como combinar divisão das contas da casa nova?*