Carlos estava voltando do trabalho e viu uma barraca de rua vendendo pastel com caldo de cana. Ele queria comer, mas não queria parar, sentar, pedir, esperar. Queria algo rápido, sem compromisso.
— Como se aproxima de uma barraca de rua sem ficar com cara de perdido? — pensou.
Ele viu outras pessoas: paravam na frente, olhavam o cardápio, perguntavam o preço, decidiam, pediam, pagavam, saíam. Tudo em menos de dois minutos.
Carlos se aproximou.
Olhou os pastéis expostos: carne, queijo, frango. Leu os preços escritos à mão numa placa de papelão: pastel R$ 8, caldo de cana R$ 5.
— Quanto tempo de espera? — perguntou.
— Uns três minutos — disse a moça da barraca.
— Um pastel de carne e um caldo de cana, por favor.
Ela anotou. Três minutos depois, entregou.
— Oito reais.
Carlos pagou. Comeu em pé mesmo, ao lado da barraca. Rapidamente, sem cerimônia. Terminou, jogou o guardanapo no lixo e seguiu.
— É assim que se faz — pensou. — Chega, olha, pergunta, pede com educação, paga, come rápido e vai.
Ele percebeu que barraca de rua é o oposto de restaurante. Não precisa de reserva, não precisa de mesa, não precisa de gorjeta. É direto ao ponto.
— Gostei — disse para si mesmo. — Comer rápido, barato e sem compromisso.
*Continua em: 708 — Como pedir ao orientador para assinar termo de compromisso?*