O carro de Carlos estava com a pintura opaca. Arranhões superficiais, manchas de sol, perda de brilho. Ele queria um polimento, mas não queria pagar por um serviço amador que estragasse a pintura.
— Lu, você já fez polimento? — perguntou.
— Já. Uma vez fiz num lugar barato e o cara queimou a pintura. Ficou manchado.
— Queimou?
— Polimento profissional usa máquina com rotação controlada e abrasivo certo. Amador usa esponja e força, e o calor queima o verniz.
Carlos pesquisou. Descobriu três sinais de serviço profissional:
Primeiro: o profissional usa politriz orbital ou rotativa com controle de rotação.
Segundo: pergunta qual o estado da pintura antes de começar. Profissional de verdade faz avaliação.
Terceiro: tem selante ou verniz de proteção depois do polimento.
Carlos foi a dois lava-rápidos.
No primeiro, o rapaz disse: — Polimento? É rapidinho, meia hora.
— Que máquina você usa?
— A máquina ali.
Era uma politriz comum, sem ajuste de rotação. Carlos desconfiou.
No segundo, o profissional pediu para ver o carro primeiro. Passou a mão na pintura, olhou contra a luz.
— Tem oxidação leve. Precisa de polimento de corte médio e depois acabamento.
— Que produto usa?
— Selante cerâmico. Protege por seis meses.
— Quanto tempo leva?
— Umas três horas.
Carlos entendeu: o segundo era profissional. O primeiro era enganação.
— Fica com o segundo — disse Luísa. — Mais caro, mas seu carro não vai ficar manchado.
Carlos agendou. Três horas depois, o carro parecia novo. Brilho de vidro.
— Compensa pagar pelo profissional — pensou. — Mais barato que repintar.
*Continua em: 702 — Como negociar valor das diárias sem constrangimento?*