Carlos precisava trocar a correia dentada do carro. O mecânico deu o orçamento com peças "paralelas de qualidade". Carlos não sabia o que isso significava.
— O que é peça paralela? — perguntou.
— É uma peça que não é original da montadora, mas tem qualidade similar. Custa a metade do preço.
— E peça original?
— É da marca do carro. Vem na caixa da montadora. Dura mais, mas é cara.
— E peça falsificada?
— É cópia barata que quebra em seis meses. Não recomendo.
Carlos percebeu que precisava de mais informações.
— Como sei a procedência das peças que o senhor vai colocar?
— Vou te mostrar. Cada peça que compro tem nota fiscal com CNPJ do fornecedor. Posso te mostrar a nota antes de instalar.
— E garantia?
— Peça paralela de qualidade tem 3 meses. Original tem 1 ano.
— Qual o risco da paralela?
— Pode durar menos. Mas para correia dentada, eu recomendo original. Se arrebentar, o motor funde. A economia não vale o risco.
— Então coloca original.
— Boa escolha.
Carlos aprendeu: nem tudo precisa ser original. Filtro de ar, por exemplo, paralelo funciona bem. Mas itens de segurança — freios, suspensão, correia — melhor original.
— Mecânico bom explica a procedência sem enrolação. Se ele foge da pergunta, desconfie.
— Peça de qualidade não tem segredo. Nota fiscal, garantia e procedência clara.
*Continua em: 699 — Como pedir ao corretor para explicar letras miúdas do contrato?*