O terceiro ano de declaração. Carlos agora tinha rendimentos de trabalho, aluguel de um imóvel que herdou, investimentos em ações e criptomoedas. A declaração estava cada vez mais complexa. Ele sentiu que era hora de contratar um contador.
Ele ligou para Renata.
— Rena, este ano acho que não dou conta sozinho. Quero contratar um contador. Você atende?
— Atendo. Mas vamos ver se você realmente precisa. Quantas fontes de renda você tem?
— Salário, aluguel, vendas de ações e movimentação em criptomoedas.
— Então você precisa sim. A declaração de bens e direitos, ganho de capital e cripto não é trivial. Se errar, pode cair na malha fina fácil.
— Quanto você cobra?
— Para o seu caso, duzentos reais. Inclui preenchimento, envio e acompanhamento até o processamento. Se cair em malha, tem taxa extra.
— Fechado. O que preciso te enviar?
— Todos os informes de rendimentos: empresa, banco, corretora. Extrato de aluguel. Documentos dos imóveis. Notas de corretagem das ações que você vendeu. Extrato das corretoras de cripto.
— Tem que ser tudo em PDF?
— Quanto mais organizado, melhor. PDF ou foto legível. Me envia por e-mail ou WhatsApp.
Carlos passou o fim de semana organizando os documentos. Criou uma pasta no Google Drive, nomeou cada arquivo com o tipo de documento. Enviou o link para Renata.
— Tudo organizado — disse.
— Perfeito. Em três dias te entrego a declaração pronta para revisão. Depois que você aprovar, eu transmito.
Três dias depois, Renata enviou o arquivo da declaração. Carlos revisou. Tudo certo. Autorizou a transmissão.
— Transmiti — disse Renata. — Agora é acompanhar.
— Valeu, Rena. Valeu cada centavo.
— Imagina. Ano que vem é só me chamar de novo. E vai guardando os documentos ao longo do ano, não deixa para juntar tudo em março.
Carlos pagou os duzentos reais. Sentiu que tinha feito um bom negócio: pagou para não ter dor de cabeça e para garantir que a declaração estava correta.
*Continua em: 621 — Como declarar investimentos no IR?*