O segundo ano de declaração estava chegando. Carlos olhava para os informes de rendimentos, extratos bancários e comprovantes de despesas médicas e sentia que não daria conta sozinho. Agora ele tinha mais contas, mais investimentos, mais coisas para declarar.
Ele decidiu pedir ajuda.
— Pai, você pode me ajudar a declarar meu Imposto de Renda este ano?
— Posso. Mas eu não sou contador. Se estiver muito complicado, melhor contratar um profissional.
— Acho que ainda não está complicado. Mas são mais coisas que no ano passado.
— Então vamos juntos. Traz todos os documentos: informes de rendimentos da empresa e do banco, comprovantes de despesas médicas e odontológicas, comprovantes de educação se tiver, bens que você comprou ou vendeu no ano.
Carlos organizou os documentos. Separa por pastas no computador: rendimentos, despesas, bens. No sábado de manhã, sentou com o pai na mesa da sala.
— Primeiro a identificação — disse o pai. — Dados pessoais. Depois os rendimentos. Depois os bens.
— As despesas médicas entram onde?
— Em pagamentos efetuados. Lá você declara plano de saúde e consultas particulares.
— E o que abate?
— Despesas médicas abatem integralmente. Educação tem limite. Depende do seu caso.
— Eu tive despesa com curso de inglês. Isso entra?
— Entra em educação. Mas tem limite de uns três mil e quinhentos por ano.
— Meu curso custou dois mil. Então cabe dentro do limite.
Eles preencheram a declaração juntos. O pai mostrava onde clicar, explicava cada campo. Carlos preenchia.
— Pronto — disse Carlos. — Terminamos.
— Antes de enviar, confere cada valor com os informes. Depois me mostra que eu dou uma revisada.
Carlos conferiu. O pai revisou. Tudo certo.
— Pode enviar — disse o pai.
Carlos transmitiu a declaração. Aprendia mais rápido com alguém ao lado do que lendo manual sozinho.
— Ano que vem você já sabe fazer — disse o pai.
— Com sua ajuda, sim.
*Continua em: 620 — Como contratar contador para o Imposto de Renda?*