Passaram-se três meses desde que Carlos enviou a declaração de Imposto de Renda. Ele não sabia se estava tudo certo. Um amigo do trabalho comentou que tinha caído na malha fina e estava tendo trabalho para resolver.
— Como você sabe que caiu na malha fina? — perguntou Carlos.
— Acessa o site da Receita, no eCAC. Lá tem a situação da sua declaração.
— O que aparece?
— Se estiver processada, está tudo certo. Se estiver em processamento, ainda não foi analisada. Se estiver retida em malha, você caiu na malha fina.
Carlos acessou o eCAC com a conta Gov.br. Foi até a opção de consultar declaração. A situação apareceu: processada.
— A minha está processada — disse ao amigo.
— Então está tudo certo. Você pode consultar também se tem restituição a receber.
— Como?
— No mesmo site, tem a opção de consultar restituição. Lá aparece se você tem valor a receber e qual lote vai pagar.
Carlos consultou a restituição. O programa informou que ele não tinha imposto a pagar nem a receber. Declaração processada sem pendências.
— A minha está limpa — disse.
— Que bom. Mas fica de olho. Às vezes a declaração cai na malha fina meses depois, se a Receita cruzar dados e encontrar divergência.
— Então não é só na hora?
— Não. A malha fina pode acontecer até cinco anos depois. Se a Receita achar uma diferença entre o que você declarou e o que as fontes pagadoras informaram, você cai.
— E como eu evito isso?
— Declarando tudo certinho. Todos os rendimentos, todos os bens, todas as dívidas. E guardando os comprovantes por pelo menos cinco anos.
Carlos guardou o recibo da declaração na pasta de documentos importantes. E prometeu a si mesmo: todo ano, depois de enviar a declaração, consultaria a situação no eCAC.
*Continua em: 617 — Como sair da malha fina do Imposto de Renda?*