O relatório de Física Experimental valia quarenta por cento da nota. Carlos tinha os dados, os gráficos, as equações. Mas a última vez que ele escreveu um relatório, o professor devolveu cheio de marcações vermelhas: formatação errada, conclusão fraca, unidades de medida trocadas.
Dessa vez ele queria evitar o mesmo erro. A monitora da disciplina, a Júlia, era conhecida por ser criteriosa com relatórios.
Carlos foi até ela depois da aula prática.
— Júlia, você pode dar uma olhada no meu relatório antes de eu entregar?
— Claro. Me envia por e-mail. Mas deixa claro que eu não vou corrigir cada vírgula. Vou apontar os problemas principais e você ajusta.
— Pode ser. É melhor do que entregar errado.
— Me manda até quinta. Na sexta eu te devolvo com comentários.
Carlos enviou o relatório na quarta-feira. Sexta à tarde, Júlia respondeu:
"Li seu relatório. Pontos positivos: a metodologia está bem descrita e os cálculos estão corretos. Pontos que precisam de ajuste:
1. A introdução está muito longa. Resume em dois parágrafos.
2. Os gráficos precisam de legenda e título.
3. A conclusão não dialoga com os objetivos. Você precisa responder se o experimento atingiu o que propôs.
4. Faltam as unidades de medida em algumas tabelas."
Carlos agradeceu e passou o fim de semana ajustando. Na segunda, entregou o relatório revisado.
Duas semanas depois, o professor devolveu corrigido. Nota: oitenta e oito. Carlos abriu um sorriso. As marcações vermelhas eram poucas e pequenas.
— Valeu, Júlia. Sua revisão salvou minha nota.
— Imagina. Da próxima você já sabe os pontos que precisa cuidar.
*Continua em: 600 — Como falar com monitor sobre simulados extras?*