Carlos estava indo mal em Cálculo Diferencial. Muito mal. As duas primeiras provas tinham notas vermelhas. A terceira prova era a última chance antes da recuperação.
Ele sabia que precisava de ajuda. Mas falar sobre a dificuldade era constrangedor. Todo mundo parecia entender, menos ele.
Numa tarde, depois da aula, ele encontrou o monitor Lucas na sala de monitoria vazia.
— Lucas, posso falar uma coisa?
— Claro. O que foi?
— Eu tô indo muito mal em Cálculo. Não é falta de estudar. Eu estudo, mas na hora da prova eu não consigo.
Lucas fechou o caderno que estava lendo.
— Você não é o primeiro aluno que vem me falar isso. Cálculo é uma matéria que exige prática diária. Não adianta estudar na véspera.
— Mas eu estudo. Faço exercícios. Só que na prova parece que não aprendi nada.
— Pode ser que você esteja estudando do jeito errado. Como você estuda?
— Leio a teoria, vejo exemplos resolvidos e tento fazer os exercícios.
— E quando erra?
— Vejo a resolução e passo pro próximo.
— Aí está o problema. Você não está consolidando o erro. Quando você erra, você precisa entender por que errou e refazer o exercício até acertar sem consultar.
— Mas isso toma muito tempo.
— Leva mais tempo no começo, mas menos no final. Porque você não repete o mesmo erro.
— E o que você recomenda?
— Vamos fazer um plano. Você vem na monitoria três vezes por semana. Cada dia, resolve cinco exercícios. Mas resolve até acertar todos sem consultar nada.
— Combinado.
Carlos seguiu o plano. Nas primeiras semanas foi difícil. Ele errava muito. Mas com o tempo, os erros diminuíram. Na terceira prova, ele tirou setenta e cinco. Não foi brilhante, mas foi suficiente para passar.
*Continua em: 599 — Como pedir ao monitor para corrigir relatório?*